domingo, agosto 02, 2009

Good luck, Mr Gorsky.

Sinceramente, não acredito que o homem pisou na lua. Não, não é absurda essa minha conclusão. Não sou – com o perdão do trocadilho – um lunático. Pense comigo. Em plena guerra fria, duas potências lutavam para ver quem é que mandava no mundo: União Soviética e Estados Unidos. Detentores de uma quantidade de armas nucleares acima do razoável, eles simplesmente não podiam se enfrentar belicamente senão o mundo acabava. Então, os dois países disputavam a supremacia mundial no esporte, nas artes e, sobretudo, na ciência.

A corrida espacial tornou-se obsessão destes arquiinimigos. Primeiro, trabalharam duro pra ver quem colocava o primeiro satélite artificial na órbita da Terra. Ponto para os soviéticos que lançaram o Sputnik. O próximo desafio era ver quem colocava o primeiro animal de estrutura complexa no espaço. 2 x 0 para os soviéticos que fizeram Laika entrar para a história, ainda que a pobre cadela só tenha ganhado a passagem de ida. Na ordem da mega-gincana que esses caras resolveram disputar, o passo seguinte era colocar o primeiro homem no espaço. Adivinha quem ganhou? Os soviéticos fizeram Yuri Gagarin dar um giro completo em torno de nosso planeta e ainda voltar pra contar que “a Terra é azul”.

Os americanos não paravam de levar chumbo dos soviéticos. Os tais comunistas estavam tomando conta do espaço e deixando os yankees lá embaixo. Literalmente. Então, os caras que hoje vivem correndo atrás dos terroristas, tinham que correr atrás do prejuízo. Precisavam de um feito espetacular, algo realmente fabuloso que pusesse fim à disputa e que derrotasse de vez a União Soviética. Sobrou pra lua.

Agora, diz uma coisa: você acredita mesmo que em 1969, há exatos 40 anos, quando os computadores ainda eram pré-históricos, o homem foi capaz de chegar na lua, fazer um complexo pouso em sua superfície, andar em sono lunar, fincar bandeira e depois ainda conseguir decolar de lá e voltar são e salvo pra Terra? Fala sério, claro que isso não aconteceu! Outro dia li que qualquer calculadora dessas que o povo vende em sinaleira é duas vezes mais potente que o computador de bordo da Apolo 11.

Fraude. Foi tudo uma fraude que os espertinhos dos americanos habilmente montaram para se safar dessa dispendiosa disputa que estava quase comprometendo a economia do país e mesmo assim não conseguiam arrancar uma vitória sequer dos russos. Cadê essa tal bandeira que os caras largaram lá? Ninguém nunca viu.

Enfim. Existe uma teoria (www.afraudedoseculo.com.br) que afirma que a Apollo 11 apenas deu algumas voltas em torno da Terra para enganar a galera e depois entrou de novo na atmosfera. Todo o resto foi produzido em estúdios de cinema e dirigido por ninguém menos que Stanley Kubrick. Esse foi o último capítulo da corrida espacial e consolidou os Estados Unidos como grande potência científica mundial, lugar que ocupa até hoje. A armação do Presidente Nixon faz todo o sentido quando ela é vista como meio para alcançar uma vitória definitiva do capitalismo contra o comunismo.

Mas, não escrevi esse post para entrar no mérito se, além de imperialistas, invasores de países alheios, aculturados e ladrões de petróleo, os americanos também seriam mentirosos. Quero contar para vocês a história do grande mistério em torno de uma frase que Armstrong, o suposto primeiro homem a pisar na lua, teria dito. Por causa dos 40 anos desta conquista, esse caso anda rondando meu e-mail direto. Eu já tinha ouvido ele numa rodinha de cachaça e me arrepiei quando contaram.

Vamos lá. Reza a lenda que em 20 de junho de 1969, às 20:17 horário mundial, após tocar os pés no solo lunar e escrever seu nome na história com a célebre frase “um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade”, logo na sequência, Neil Armstrong teria proferido uma outra frase, bastante enigmática, que não estava no script e que não fazia sentido algum para a base de Houston, muito menos para os milhões de telespectadores que assistiam ao vivo o grande feito:

- [chiado de rádio] ... good luck, Mr Gorsky. (boa sorte, senhor Gorsky)

Ao retornarem à Terra, durante a coletiva de imprensa, perguntaram a Armstrong o que ele queria dizer com a misteriosa colocação. O astronauta respondeu com um silencioso sorriso. Logo de início, especulou-se que se tratava de um recado irônico, uma espécie de provocação a algum cosmonauta soviético. Mas, após checarem, verificaram que nunca houve um Gorsky no programa espacial russo. Ao longo de décadas, essa pergunta era sempre recorrente durante as entrevistas a Armstrong. Ele sempre sorria, mas nunca respondia.

Até que em 5 de junho de 1995, ao final de uma conferência da qual participava em Tampa, na Flórida, Armstrong foi mais uma vez indagado sobre a fatídica frase por um jornalista. Dessa vez, finalmente, o desbravador da lua aceitou responder:

- Aos 10 anos de idade, numa certa manhã de verão na minha cidade natal, eu estava jogando baseball com alguns amigos quando a bola caiu no quintal do vizinho. Era a casa do senhor e da senhora Gorsky. Ao pular a cerca que dava acesso ao jardim do casal, pude ouvir a senhora Gorsky falando alto: “não! De jeito nenhum! Não!”. Levado pelo espírito curioso que costumam ter as crianças, aproximei o ouvido da janela e ouvi o senhor Gorsky insistir: “por favor, amor. Só dessa vez”. A senhora Gorsky continuava irredutível: “nem pensar. Eu não vou fazer e pronto!”. O senhor Gorsky era um homem persistente e não se dava por vencido: “meu benzinho, eu nunca te peço nada...”. Foi quando a senhora Gorsky setenciou: “Bill, quer saber quando eu vou fazer sexo anal com você? No dia em que o filho do vizinho caminhar na lua”.

Moral da história: tem vizinho que nasceu pra ferrar com a vida da gente.

17 comentários:

Noelle disse...

Hahahahahahahaha!

Mas, veja bem, se Mrs. Gorsky for esperta, pega seus argumentos, Pedro, recorre e a Guerra Fria salva ela.


Traduz logo isso pro inglês que eu tô com pena dela.

Noelle disse...

De fato, quem deve ter precisado dos votos de Armstrong foi MRS. Gorsky, não seu marido.

Josi disse...

kkkkkkkkk... tava lendo e pensando: texto sério esse do Pedro! Até que cheguei no final e dei muita risada!!! hahahahahha... nao poderia faltar o jumor, né? Vc é demais!

Gabriel disse...

mto boa moreno...

Evandro Varella disse...

Fala Pedrão,
Já andei fuçando muito sobre esse caso, há sites e blogs que contestam a ida do homem a lua e outros que contestam as contestações...
Já ando pensando no seguinte, que foi a lua, foi, só não tenho certeza se chegou na data divulgada,rss. Acho que precisamos apenas da confirmação do Sr Gorsky...
Abração

Anónimo disse...

Mr Gorsky se deu mal, naquela época não havia Viagra!!! hahaha Só a sorte pra ajudar o velho, coitado!! Armstrong não podia ter pisado na lua alguns anos antes pra ajudar o vizinho, po...

Peu, como sempre seus textos são fantásticos!
Gon

Daniela disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mari Prado disse...

hummm..eu tô achando que quem patrocinou essa "ida à lua" foi o Mr. Gorsky!
bjs

Caroline Yussa disse...

Pra variar...muito bom!
bjss

*Larissa* disse...

Eu concordo plenamente com vc: o homem nunca pisou na lua.

Bjocas!!

Noelle disse...

Quando eu for mega super power ultra milionária, Pedro, eu vou te pagar só pra atualizar esse blog. Dou crises de abstinência, poxa.

Eduardo disse...

É aquela história, tem dias que tá mais fácil ir para a Lua do que conseguir converser a patroa a fazer um sexo anal.

Como sempre, mandou bem demais.

Dedinhos Nervosos disse...

Eu bem que estava desconfiada desse texto tão... "sério"... só podia ter um final assim. ahahha

Sil disse...

Engraçado vc falar desse assunto, eu vi uns argumentos numa reportagem sobre a tal "fraude", que na lua não tem ar, mas teve "vento" na bandeira, que foi filmado Armstrong de fora da Apolo 11, ou seja, alguém desceu primeiro...tem luz no local, como assim BIal??? rs
Bem, acreditar ou não, não é assim tão importante, o que importa são esses divertidos mistérios que ficaram dessas histórias que em tempos de internet, orkut, twitter não acontecerão mais...buá rs

Maria disse...

Rendeu-me boas risadas nessa tarde de terça-feira!
Obrigada.
;)

Chico Gomes disse...

Pedrocs, li este blog há um tempão e só agora achei conveniente contribuir. Não acredito que seja uma farsa a ida do homem a lua, bem como acho desprezível toda iniciativa de minimizar a supremacia e dedicação americana que forçou os limites da tecnologia na era moderna.
Vale lembrar que já em 1942 os americanos tornaram realidade o que Einstein imaginou e que ele mesmo achava impossível: liberar energia do átomo. Se um dia você tiver oportunidade, pesquise sobre a história de Hanford, local de construção do primeiro dos 9 reatores nucleares que produziram plutônio para a bomba atômica e serviram de base bélica para que Kennedy sustentasse o discurso da liberdade durante a guerra fria.
Na década de 50 os mísseis já eram intercontinentais e a tecnologia era dominada pela União Soviética, mas logo alcançada pelos EUA.
As vezes acho que não sabemos respeitar o que os antigos fizeram. Simplesmente duvidamos.
Como brasileiros, não temos acesso a informações e a experiências tecnologicas que mudaram o curso da história. Somos incapazes de entender o elevado grau de desenvolvimento tecnológico adquirido durante a ousadia das guerras. Nos resta apenas a impáfia de desmerecer a conquista dos outros.
Acho que os americanos não são o povo mais inteligente. Mas com certeza são dos mais dedicados coletivamente.
Acho perfeitamente real a conquista tecnológica que proporcionou a chegada do americano à lua e adorei a piadinha do vizinho...

Anónimo disse...

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