segunda-feira, setembro 14, 2009

Conte comigo para soprar velinhas, cisco no olho, ferida com merthiolate. Só não me peça para soprar bafômetro.

Desculpem. Eu sei que a próxima história deveria ser o segundo capítulo da viagem ao Chile, mas preciso contar algo que aconteceu comigo há algumas semanas antes que eu esqueça de alguns detalhes. Até porque, um episódio como esse, tem mais é que ser esquecido.

Era dia de Bahia Recall, o maior prêmio da propaganda baiana. A Boanova era finalista pelo terceiro ano consecutivo na categoria rádio. As duas peças anteriores bateram na trave e não entraram. Dessa vez, confesso que estava confiante. Resultado: não levamos o caneco. Vá lá, somos a única agência de pequeno porte que tem estado sempre entre os finalistas, mas não deixei de ficar frustrado. E ainda: esse foi o primeiro ano que, após o prêmio, eles não ofereceram uma festinha. Um absurdo.

Após sairmos de lá de mãos vazias, fomos todos para um barzinho de propaganda que tem aqui, o 30 Segundos. Chegando ao lugar, cercado de muitos amigos do mercado – sem dúvida o maior prêmio que a propaganda já me deu até hoje -, resolvi beber um pouco (um pouco de eufemismo não faz mal a ninguém). Whisky com Red Bull. Mas manerei no energético: apenas o suficiente para me manter acordado sem dar parada cardíaca.

Depois de algumas doses, lembrei da pauta de criação e dos prazos estourados que me esperavam no dia seguinte - lampejo suficiente para me fazer voltar pra casa. Me despedi do pessoal e fui embora.

No carro, ia eu bem devagar, atentamente mirando as linhas que delimitavam o meio da pista, bêbado prudente, na velocidade que meus reflexos permitiam. Após uma curva na avenida ACM, eis que me vejo no clássico corredor de cones de uma blitz. Terça-feira! O que esses caras querem numa madrugada de terça-feira? – me perguntei. Enquanto ia passando lentamente pelos cones, pensei em parar o carro no meio da rua, passar pro banco do carona e, quando algum policial chegasse, eu diria que o motorista havia fugido, me largando lá. Acabei encarando a blitz.

Ao chegar no recuo da rua onde os agentes da SET estavam instalados, já havia um deles no meio da pista fazendo sinal para que eu encostasse. A descarga de adrenalina rapidamente tratou de cortar um pouco o efeito do álcool. Parei o carro, abri o vidro. O agente falou com aquele tom de voz característico de “otoridade”:

- Documentos do carro e habilitação.

Já meio puto por imaginar que ao invés do prêmio eu havia ganhado uma multa de mil reais, também fiz questão de não ser simpático com o sujeito e tratei de procurar os documentos. Pior é que eu procurava, procurava e não encontrava. Meus movimentos eram meio lentos e eu deixava as coisas caírem das minhas mãos no assoalho do carro. A verdade é que nem precisava de teste do bafômetro.

Depois de uns 5 minutos procurando o documento com o cara ao meu lado aguardando, encontrei o bendito papel. Entreguei ele junto com a habilitação. O agente deu aquela clássica examinada de expert em papéis cheios de números, deixando no ar aquele silêncio que eles devem imaginar que dão o maior medo na gente.

- O senhor fez uso de alguma substância alcoólica? – ele perguntou.

- Se eu bebi? – aproveitei pra tirar um sarro da erudita linguagem policial.

- Positivo.

- Um copo. – omiti alguns mililitros.

- Por favor, sopre aqui este bafômetro. – disse o agente enquanto retirava um negócio parecido com uma língua de sogra de dentro de um saquinho.

Minha mente de alcoolizado, por algum motivo, concluiu que aquilo era imperativo demais, um certo abuso de poder. Resmunguei chateado:

- Não vou soprar nada não.

- Ah, o senhor não vai soprar? – perguntou, enfático, a autoridade máxima daquele metro quadrado de avenida de Salvador.

- Não.

- Então o senhor se recusa? – o agente insistiu.

- Me recuso.

- Neste caso, a multa pode chegar a 950 reais. – ele me olhou com uma cara que, salvo engano que a bebida pode ter me gerado, poderia interpretar como: “que tal pagar agora com desconto?”.

Devolvi a ele um olhar com ranger de dentes de “não deixo em sua mão nem um centavo”. Afirmei:

- É a lei...

- Por favor, me acompanhe.

Fui parar numa mesa branca de plástico, parecendo mesa de boteco, onde um segundo agente preenchia fichas de outros supostos infratores da lei. Se eu estivesse de bom humor, levantaria o braço e chamaria um garçom. Mas, eu só pensava nos mil reais que eu estava jogando fora naquele fim de madrugada. Calado estava, calado fiquei. Ainda ocupado com devaneios e lamentações, fui surpreendido ao ver como o trabalho desses caras é divertido.

Primeiro, uma senhora foi parada pelo mesmo sujeito que me parou. Eram umas 3:30 da manhã e ela estava com um vestido de festa. Não havia mais sinal algum do belo penteado que aquela mulher devia ter feito no salão - a maioria dos fios apontava o céu. Imaginei o terror que aquela tiazona tocou na pista de dança.

- Documentos, por favor. – disse o algoz dos alcoolizados.

A mulher, prontamente saiu do carro, deu uma cambaleada e, enquanto seu carro seguia em frente por falta de freio de mão, foi logo falando:

- Meu filho, eu estava num velório! – disse a senhora enquanto alguns policiais da guarda municipal corriam atrás do seu veículo.

- A senhora fez uso de alguma substância alcoólica?

- Não, meu filho, eu estava no cemitério dando apoio a uma família que...

O agente, provavelmente bastante acostumado com as desculpas esfarrapadas que ouve todas as noites, interrompeu a mulher:

- Por favor, sopre aqui este bafômetro.

- Soprar aí? – perguntou, receosa, a anciã.

- Sim, senhora.

- Tá bom... – após uma pequena pausa de insegurança, a mulher completou – aliás, não, obrigado.

“Obrigado”. Acho que ela imaginou que estavam oferecendo a ela um drink. Depois de um “siga-me, por favor” do agente, a senhora juntou-se a mim na mesa branca. Mesmo com minha cara-de-acabei-de-perder-mil-contos nada convidativa, a tia resolveu puxar papo comigo. Inclinando-se em minha direção, sussurrou ela:

- Você bebeu, meu filho?

- Um copo.

Com um sorriso, misto de orgulho e ingenuidade, a senhora me confidenciou:

- Eu bebi mais...

Quase pergunto quem era o pobre coitado cuja morte ela estava comemorando. Continuei calado. Nisso, mais um carro é parado. Dessa vez, uma jovem. Suas roupas também denunciavam que a sua procedência era festiva. Girei o corpo na cadeira para poder assistir a mais um show de mentiras. Mas, a reação da moçoila foi inesperada.

- A senhora consumiu álcool?

- Consumi. – respondeu a menina, rápida e sincera.

- Então, por favor, sopre aqui.

- Meu amigo, a esta altura eu não acerto mais soprar, não... só consigo chupar.

A velha olhou pra mim como quem diz: “cada um suborna com a sua moeda”. A menina saiu do carro e a mesa branca ganhou mais um integrante. Diante de nós, a garota reclamava revoltada, falava alto, gesticulava, dizia que mil reais era um roubo, que aquilo tudo era um assalto. Comecei a torcer pra ela ser presa. Afinal, a mesa já estava ficando apertada e tudo o que a gente não precisava era desse tipo de bêbado que gosta de tumultuar. Os bêbados ali presentes, até então, eram do bem.

Nesse meio tempo, chegou um rapaz pra lá de Bagdá que mais parecia Tarso, o garoto esquizofrênico da novela. Em pé, diante da mesa branca, ele repetia sem parar:

- Eu tô sem habilitação, não vou mentir... não vou mentir que eu tô sem habilitação...

Demonstrando impaciência, o agente que preenchia as fichas apenas levantou lentamente os olhos para ele. O rapaz continuava a atropelar palavras:

- Eu moro em São Paulo... eu sou daqui, mas moro em São Paulo... minha habilitação ficou lá.

Depois de um demorado suspiro, sinônimo de cansaço, o agente perguntou com certa indignação:

- O senhor se nega a soprar o bafômetro e ainda dirige sem habilitação?

- Eu não vou mentir pro senhor, eu tô sem habilitação... eu tô sem habilitação, não vou mentir...

Que bom que ele não mentiu. Só não entendi até agora como é que o sujeito pretendia mentir diante do fato de não estar com a habilitação. Será que ele achava possível falsificar uma ali, no meio da blitz? Enfim.

Tarso esquizo ainda ruminava palavras quando mais uma bêbada chegou. Também recusou-se a soprar o dito cujo e foi parar na mesa. Ali, eu assisti de camarote como o álcool pode ser seu aliado até mesmo numa blitz de lei seca. Enquanto eu estava emburrado, a velha, muda, a menina, revoltada e o rapaz, tan-tan do juízo, a nova integrante da turma chegou com aquele astral de quem tomou umas a mais.

- Moço, como é seu nome?? – perguntava a garota ao agente, num movimento de corpo que sugeria uma dança.

[silêncio]

- Moço, me diz, vai, qual seu nome? – ela insistia com um simpático sorriso no rosto.

- Agente Ferreira. – balbuciou o homem.

- Mentira! Ferreira? É o sobrenome de minha melhor amiga! Se for gente boa que nem ela... ah, moço, já gostei de você! – e, inacreditavelmente, deu um abraço no carinha.

Os outros sujeitos da SET riram e o sisudo agente Ferreira desanuviou o semblante.

- Sargento Ferreira, trabalhar a essa hora da madrugada é horrível, né?... Tenente Ferreira, jure que você não vai me multar... – enquanto fazia graça, a garota espertamente ia aumentando a patente do cara.

- Capitão Ferreira, se eu fugir com meu carro agora, você finge que não vê?

Enquanto todo mundo ria, inclusive o agente Ferreira, eu notava que ninguém fichava a garota na tal mesa branca. Só via a minha ficha, a da senhora, a da revoltada e a de Tarso sendo preenchidas.

- Major Ferreira, não me dê multa não! Eu tô querendo casar e preciso economizar dinheiro. Só não achei o noivo ainda...

Parecia stand up comedy no meio da rua às 4 da matina.

- ... e olha que nessa festa de hoje eu procurei, viu!

Maldita, pensei. Mas, também, não ia pegar bem eu abraçando o agente Ferreira naquele fim de madrugada.

- Coronel Ferreira, você me consegue uma folha de papel e caneta? – perguntou a candidata a comediante.

Com o que havia pedido em mãos, a garota começou a escrever e a ler sua obra em voz alta:

- Pro-me-to nun-ca mais be-ber e di-ri-gir. Pro-me-to nun-ca mais be-ber e di-ri-gir. Pro-me-to nun-ca mais be-ber e di-ri-gir. Se eu escrever mil vezes essa frase aqui no papel, você me libera da multa, General Ferreira?

Após algum tempo, para me tirar dali, chegou Livinha, minha irmã. Veio sorrateiramente por trás de mim e cochichou:

- Tenho 100 dólares aqui na carteira. Quer tentar?

Daria uns 5 dólares pra cada agente. Mas, pelo que eu percebi, a moeda da noite não era cifrada. Agradeci a oferta e já ia perguntar a Livinha se ela sabia sapatear, fazer mímica ou algum número de mágica. Só que, naquele fatídico resquício de noite, junto com minha habilitação, meu humor também tinha ido para as cucuias.

30 comentários:

Noelle disse...

Se eu soubesse dirigir e beber, eu diria que essa menina SUPER ESPERTA era eu!

Tô aqui super me identificando... Você pegou o telefone dela? Se sairmos nós duas, Salvador nunca mais será a mesma.

Tô esperando o contato dela.
bjosmeliga

Bruna Carvalho disse...

mas e ai?? perdeu a carteira? pagou a multa? conseguiu se livrar?? rsrsrs me acabando de rir aqui!! haha beijo peu

Caroline Yussa disse...

E deu no que mesmo isso tudo????O que aconteceu com os personagens???hahaha. Bjooo

Rueda disse...

Ta vendo ai pedrão foi sair mais cedo, deu mole. Quando eu tava na fila pra pagar, tinha uma mulher no celular falando: - BLITZ? HOJE? NA ACM? PQP! Ai quando eu ouvi isso, já fiquei alerta.

Subi o horto, fui por brotas e desci por lá!

pqp eu ia rodar nessa ai tb! foi foda!

Evandro Varella disse...

Pedro... tem coisas que só acontecem com você.

Deve ter sido hilário...
Pode ir se preparando pra contar o final da história ou então colocar o comprovante de pagamento da multa aqui no blog, kkkk

Grande abraço

Dedinhos Nervosos disse...

hahahahahah Gente, eu podia ser essa garota! ahahahah Sabe que já fui parada TRÊS vezes em blitz? Aqui o nome é Madrugada Viva e já acontece bem antes da tal lei, viu? A 1a. vez q fui parada, se eu soprasse no canudinho, o troço teria explodido na cara do poliça. E eu tava vindo de uma premiação tb, como vc. Enfim... o policial era lindo, eu só não fui mais sorridente por falta de espaço e adivinha o que aconteceu? Ee me liberou hehehe Qualquer dia desses eu conto no blog e aviso vc pra aparecer por lá, né, desnaturado! uffff
Beijos!

Dedinhos Nervosos disse...

Mas me conta, a simpática foi multada???

Josi disse...

Mas Pedro, vc precisa terminar essa história... kkkkkkkkkkkk!!!!! Quero saber se a menina se safou, pq se precisar, usarei a mesma tática!!!! Ah, acho q a amiga dela deve ser eu! Ou então o Major Ferreira, algum parente... Ferreira por aí é o que não falta!! Bjs

Camisola, Chocolate e Edredon disse...

Muito boa, Pedro...
Como muitas meninas aqui, tb me identifiquei com a " simpática".
Aliás, confesso que já fiz isso algumas vezes...hehehe
Talvez nao tão " enfática".

Rí muito... essa é a idéia, né???rs

Bjs, Lui.

Eliane disse...

Peu, ri tanto q me deu até dor na nuca... me embolei!!! adorei a tática da simpática, vou aprender!! agora, a dsculpa da minha tia foi d+! a melhor de todas!!! kakaka.... fikei imaginando o modelito dela e o penteado, claro! kakaka! e tu?! multa e s/ CNH? bjundas!

Eder Galindo disse...

rapaz, e essa mulher foi multada ou não? fiquei curioso agora.
moro em brotas e pra evitar essa blitz, eu subo a waldemar falcão no horto e pego a av. dom joão vi. é o canal.

abraço

Marina Wanner disse...

Pedroca... consigo imaginar a sua cara de mau humor !!! A melhor história sem dúvida !!!! hahahahha
Tá vendo a vantagem de ser mulher ?!?! Aposto que a bebada louco escreveu só 10 vezez e não foi multada !!!
bjssssssss

Luidgi disse...

Ai meu deus, muito bom!

Marivone disse...

Olá Pedro,

Meu nome é Marivone e tou aqui só pra esclarecer uma coisinha...

Eu fui a pessoa que, de carro, junto com o meu noivo, o Felipe, foi para Mangue Seco... kkkkk Naquela historinha lá do blog Uma Fábula Sobre a Vaidade... O Elvis é um colega, de Salvador, que sempre sonhou em ir pra lá também... Só isso. Uma pena você não ter conseguido ir lá ainda... Carro sem ser 4x4 passa, sim, por lá. Mas, fica na praia... Não dá para ir para a cidade, entende? As dunas impedem...

É isso...
Abração e volte sempre ao blog! Se um dia decidir vir a Sergipe e quiser passear por Mangue Seco, de carro, pode dar um toque que a gente pode planejar um passeio pra lá!

Abraço!

É um convite bloguístico!

Anónimo disse...

Pedro,

MUITO BOM! Essa foi uma das melhores que já contou. Ri demais mesmo! Eu não seguraria o riso com a cena toda. O melhor são as desculpas esfarrapadas das pessoas. Só mesmo Pantaleão(Personagem do Chico Anysio)teria tanta imaginação assim, e ainda perguntaria: "É mentira Terta???" Hahahaha

A D O R E I !!!

Beijo enorme,
Pati.

Patricia Silveira disse...

Pedro,

MUITO BOM! Essa foi uma das melhores que já contou. Ri demais mesmo! Eu não seguraria o riso com a cena toda. O melhor são as desculpas esfarrapadas das pessoas. Só mesmo Pantaleão(Personagem do Chico Anysio)teria tanta imaginação assim, e ainda perguntaria: "É mentira Terta???" Hahahaha

A D O R E I !!!


Beijo enorme,
Pati

P.S Esqueci de colocar meu nome no comentário anterior quando enviei, por isso estou repetindo. Desculpa! :)
Beijo!

Juliana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Juliana disse...

Pedro, vc é uma figura. Não lembro de muitos detalhes da festa mas tenho uma rápida recordação de sua cara me dizendo: Jú, tô pra lá de Bragadá! Bjs
PS: Perdeu a habilitação?

Vinicius Garcia disse...

Grande Pedro !!!
Mundo pequeno este não é mesmo? Nos encontrarmos, ou reencontrarmos, na volta para boa terra em pleno US
hehehe

Agora te sigo aqui tb (Karine me passou o endereço)

Abração

Luciana disse...

Já passou da hora...

Jou Jou Balangandã disse...

Pedro,
roleiiii de rir!!!
kkkkk
Obrigada por me visitar, e por seu um seguidor. Adoro seguidores novos.

Aguardo o capítulo II da viagem ao Chile, ok?

Beijous

Pedro disse...

Noelle: pois é, essa menina super esperta é você daqui a uns anos. Não peguei o telefone dela, gaiata. E, mesmo se pegasse, não te daria. Até porque, espero que Salvador continue a mesma.

Beijo!

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Bruna Toddi: perdi a carteira por uma semana, mas já recuperei a bendita. A multa chegou lá em casa. 950,00 lelecos pra pagar. Disseram que eu vou responder a um processo aí… não sei não, esse país tá ficando sério.

Beijo!

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Yussa: não sei o que aconteceu no final, fui resgatado por minha irmã e levado pra casa. Mas, apostaria alto que a tal garota esperta se safou: até a hora que saí de lá, ninguém havia fichava ela. Meu mau humor etílico apressou substancialmente o preenchimento de minha ficha. O esquizo também foi fichado imediatamente. A festiva senhora também. Fica a lição: o bom humor resolve um monte de coisa.

Beijo!

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Rueda: pois é… e você nem pra me avisar. É assim que a gente conhece os amigos. Agora, estou sendo obrigado a recolher fundos para pagar essa brincadeira. Quer contribuir?

Abraço!

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Evandro: essa tragédia não acontece só comigo não. Um monte de pobres coitados também são vítimas diárias desse novo mal que aplaca os alcoolizados. Saudade da época em que o máximo que a gente sofria com bebida era a ressaca. Prometo que logo irei scannear a multa e postar aqui.

Forte abraço!

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Anna: pois bem, você poderia cobrar pra ficar no carona quando o povo sair da balada. Imagine quanta grana você não iria ganhar. Incrível como mulher sempre encontra um jeitinho nessas horas. Se bem que a tal que disse que só acertava chupar também foi logo fichada. Vai ver que ela foi muito rápido ao ponto.
Estou esperando você contar a sua história no blog. Me avise.

Beijo!

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Josi: pois é, eu não fiquei pra ver, mas tenho certeza que ela se safou. Como também tenho certeza que você usará essa tática. Pelos comentários aqui, tô percebendo que é o instinto de vocês. Será mesmo que a tal amiga Ferreira era você? Eu não havia pensado nisso...

Beijo!

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Lui: quanto tempo que não te encontro por aqui. Espero que esteja tudo bem por aí. Até você jogando charme pra policial? Esse mundo está perdido. Aliás, perdido estou eu que não nasci mulher e agora tenho que pagar 950 reais.

Beijo!

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Liu: a propósito, você e minha amiga de cima podiam fazer uma dupla sertaneja. Lui e Liu. Pois é, agora já estou com a carteira. E, infelizmente, também com a multa. Mas, me disseram que dá pra recorrer. Não custa tentar, né?

Beijo!

Pedro disse...

Eder: tudo indica que sim. Tomara que um dia ela descubra esse blog e possa nos contar a sua versão da história. Então, eu também sempre escolho os caminhos de cima das avenidas de vale. Mas, dessa vez não deu.

Abraço!

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Mari: você tem toda razão. E digo mais: ela não escreveu nem 3 vezes – não tinha cordenação motora pra isso.

Beijo!

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Luidgi: obrigado, volte sempre.

Abraço!

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Marivone: perdoe o mal entendido. Pensei que Elvis era o autor do seu blog. Parabéns pelo roteiro fotográfico, bastante minucioso e completo. Deu para viajar junto. Também me comovi com o relato do náufrago do enigmático navio que jaz desde a segunda guerra nas areias de Mangue Seco. Obrigado pelo convite. Quando estiverem aqui em Salvador também, avisem. Será um prazer encontrá-los para saber mais detalhes da aventura (se é que ficou alguma de fora do blog).

Beijo!

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Pati: que bom que você gostou. Mas tenha certeza de uma coisa: se você estivesse em minha pele, prestes a receber uma multa deste calibre, não riria com tanta facilidade. Bem-vinda de volta.

Beijo!

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Ju: se você não lembra, imagine eu. Rs. Mas, confirmo aqui: eu estava sim pra lá de Bragada. Perdi a habilitação por 5 dias úteis. E ganhei a multa.

Beijo!

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Vini: bom te encontrar meu velho. Realmente, coincidência incrível. Como havia te dito, recentemente andei pensando: por onde andará Vinicius? E olha só o que acontece: a gente se encontra em outro país. Quando vier pra Salvador, me avise, quero te ver.

Abraço!

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Lu: entre hoje e amanhã eu vou postar, prometo! A propósito, estou invocado até agora com seu penúltimo post. Manda pra mim a interpretação do texto, por favor. Rs.

Beijo!

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Jou Jou: de nada! Que bom que gostou. Estou enrolando um pouco pra escrever o II capítulo do Chile, né? Mas vou correr com isso.

Beijo!

Nardele disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nardele disse...

Hahah... Adorei. Vi que você indicou seu blog a Mário Kertesz hoje de manhã, eu estava no estudio, apresento o programa com ele! Adorei seu blog. E este texto é maravilhoso! Vou linká-lo ao meu blog, pra sempre voltar aqui. Beijo!

Nardele Gomes

Bioca disse...

Eu estava no Iate Clube quinta-feira pela manhã quando encontrei minha boa amiga de longas datas Rubra (a mesma que você tentou matar com uma cadeira, ainda crianças). Perguntou como estava minha vida em São Paulo, e ao falar sobre a minha nova ocupação, ela me disse:
"Poxa Bioca, você precisa ler o blog de meu tio. Você vai se amarrar"
Link enviado e salvo em favoritos coloquei uma roupa nova para o grande evento do dia. 4:00 da manhã acidentalmente cai em uma escada. Gesso até o joelho e alguns machucados pelo corpo, a recomendação médica foi repouso. Aproveitei para ler o seu blog salvo previamente em favoritos.
Não tenha dúvida que ontem às 3:00 da manhã ao ler o útlimo post, agradeci a existência deste blog e pedi a Papai do Céu que mantenha ele sempre atualizado. Boas risadas, muito material válido e até uma vontade de colocar minhas histórias em um blog assim como o seu.
Meus Parabéns e fica a dica. Se algum dia a publicidade encher a sua cabeça, escreva um livro de contos e me chame para a tarde de autógrafos.
ps: Escrevi neste post pois foi o primeiro que repassei para toda minha família de tão engraçado (sem esqueçer de bem redigido) que já li.

Pedro disse...

Nardele: obrigado pela visita e elogios. Eu que já era seu ouvinte, agora também sou seu leitor no blog.

Beijo!

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Bioca: eu pago 100 conto a Roberta todo mês pra ela fazer essa propaganda. Pelo menos, agora eu tenho certeza que ela tá fazendo o trabalho dela direito.
Olha, fiquei muito feliz. E triste também. Triste por você ter caído da escada (quando pequeno, eu sempre sonhei que Roberta um dia cairia da escada. Mas na nossa casa não tinha escada). E feliz por eu ter contribuído um pouco para quebrar a insuportável monotonia do seu gesso.
Pode deixar, no dia que eu escrever o livro, você receberá o convite em casa. Mas, como será dia de evento, cuidado com as escadas...
Obrigado pela visita.

Beijo!

Fábio disse...

"Muderno!"

Ler o seu blog é garantia de diversão inteligente!

Este foi talvez o post mais hilário que eu tenha lido aqui!

Fico impressionado com a riqueza de detalhes que permite que eu enxergue a cena como se fosse um vídeo do YouTube!

E o PS3, quando vai ser?

Forte abraço!

Adriana disse...

FIQUEI CURIOSA PARA SABER O DESFECHO DESSE EPISODIO...SE VOCE PUDER NOS CONTA,VOCE FOI MULTADO EM QUANTO E AFINAL VOCE PAGOU?CHAMOU MINHA ATENCAO AO ENFASE QUE VOCE DA AOS DETALHES.
TENHA UMA LINDA TARDE.
rodriguesadriana25@yahoo.com

Mônica disse...

A cena veio toda em minha mente. Muito bom!!! Parabéns! Voltarei sempre.